Nefrologia
Distúrbios Hidroeletrolíticos
Os distúrbios nos eletrólitos — sódio, potássio, cloro e bicarbonato — e no equilíbrio hídrico podem comprometer o funcionamento do coração, músculos e sistema nervoso central. Os rins são os principais reguladores desses equilíbrios, e disfunções renais ou uso de medicamentos podem desestabilizá-los.
Condições Tratadas
- HiponatremiaA hiponatremia é a redução do sódio sérico abaixo de 135 mEq/L, sendo o distúrbio eletrolítico mais comum em pacientes hospitalizados. Pode resultar de excesso de água, perda de sódio ou síndrome de secreção inapropriada de ADH. Os sintomas dependem da velocidade e da gravidade da queda; a correção deve ser gradual para evitar complicações neurológicas graves.
- HipernatremiaA hipernatremia é a elevação do sódio sérico acima de 145 mEq/L, causada por déficit de água corporal em relação ao sódio. Ocorre em pacientes com acesso restrito a água (idosos, lactentes), diabetes insipidus ou perdas excessivas de água livre. É sempre um sinal de desidratação hipertônica e requer reposição cuidadosa de água livre.
- HipercalemiaA hipercalemia é a elevação do potássio sérico acima de 5,5 mEq/L, representando uma das emergências eletrolíticas mais perigosas por seu potencial de causar arritmias cardíacas fatais. É comum na doença renal crônica avançada e no uso de certos medicamentos (inibidores da ECA, bloqueadores da aldosterona). O tratamento visa proteger o coração e reduzir o potássio.
- HipocalemiaA hipocalemia é a redução do potássio sérico abaixo de 3,5 mEq/L, resultante de perda excessiva por uso de diuréticos, diarreia, vômitos ou doenças renais tubulares. Causa fraqueza muscular, câimbras, constipação e arritmias cardíacas. O diagnóstico da causa é fundamental, pois orienta o tratamento específico.
- Acidose metabólicaA acidose metabólica é a redução do pH sanguíneo por acúmulo de ácidos ou perda de bicarbonato, sendo comum na doença renal crônica avançada, cetoacidose diabética e acidose tubular renal. A acidose crônica acelera a progressão da doença renal e causa desmineralização óssea. O tratamento visa corrigir a causa e repor bicarbonato quando indicado.
Sobre Distúrbios Hidroeletrolíticos
O equilíbrio de água e eletrólitos, especialmente sódio, potássio, cloro e bicarbonato, é essencial para o funcionamento normal de todas as células do corpo, do coração aos músculos e ao sistema nervoso. Os rins são os principais órgãos reguladores desse equilíbrio, ajustando continuamente a quantidade de água e de cada eletrólito eliminada na urina conforme a necessidade do organismo. Quando essa regulação falha, seja por doença renal, uso de medicamentos, perdas digestivas ou outras condições, surgem os distúrbios hidroeletrolíticos.
Esses distúrbios variam muito em gravidade. Alguns, como uma hipocalemia leve por uso de diurético, são facilmente corrigidos com ajuste da dose e reposição oral. Outros, como uma hipercalemia acentuada ou uma acidose metabólica grave, representam emergências médicas com risco real de arritmias cardíacas ou outras complicações graves, exigindo atendimento e correção hospitalar. Por isso, qualquer alteração significativa de sódio, potássio ou do equilíbrio ácido-base identificada em exame de sangue deve ser avaliada com atenção, mesmo quando o paciente se sente relativamente bem.
Pessoas com doença renal crônica, uso de diuréticos ou outros medicamentos que interferem no metabolismo de eletrólitos, diabetes descompensado e idosos com acesso restrito à água são os grupos com maior risco de desenvolver esses distúrbios. O acompanhamento nefrológico regular, com exames de sangue periódicos, permite identificar alterações antes que se tornem sintomáticas e ajustar o tratamento de forma preventiva, especialmente em quem já tem função renal reduzida.
A seguir, você encontra informações detalhadas sobre os principais distúrbios hidroeletrolíticos acompanhados na ReumaNefro: causas, forma de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para cada um.
Quando Buscar um Especialista
Câimbras musculares frequentes, fraqueza generalizada ou paralisia muscular, arritmias cardíacas, confusão mental, uso de diuréticos ou medicamentos que afetam o potássio, exames laboratoriais com sódio ou potássio alterados.